UM SALVE MUSICAL PARA ALMIR E PARA M. LINS!

Pouca gente conhece a história de Almir Chediak, mas grande parte da música brasileira que chegou até nós deve muito ao seu trabalho.
Produtor musical, violonista, compositor, professor, escritor e pesquisador, Almir dedicou sua vida a preservar a memória da MPB. Foi ele quem criou os famosos Songbooks da MPB, um projeto revolucionário que reuniu letras, cifras e partituras revisadas pelos próprios compositores, eternizando a obra de nomes como Caetano Veloso, Tom Jobim, Chico Buarque, Gilberto Gil, Djavan, Rita Lee, Cazuza, Noel Rosa e muitos outros.
Além de editor e produtor, também foi professor de artistas como Tim Maia, Gal Costa, Nara Leão, Elba Ramalho e Cazuza, deixando sua marca em diferentes gerações da música brasileira.
Infelizmente, a história de Chediak foi interrompida de forma brutal. No dia 25 de maio de 2003, aos 52 anos, ele foi vítima de um latrocínio (roubo seguido de morte) em seu sítio em Araras, Petrópolis (RJ). O produtor foi sequestrado por criminosos e assassinado a tiros. A notícia chocou a classe artística e deixou um vazio imenso na cultura brasileira. Mas o seu legado é eterno. Cada vez que alguém abre um songbook para tirar uma música com a harmonia perfeita, a memória de Almir Chediak ganha vida.
Salve, Almir! O mapa da nossa música tem a sua assinatura.
1 – Tim Maia, Cazuza e Almir Chediak
2 – Caetano Veloso e Almir Chediak
3 – Gal Costa e Almir Chediak
4 – Roberto Menescal, Nara Leão e Almir Chediak
5 – Ivan Lins, João Donato e Almir Chediak
6 – Jhonny Alf e Almir Chediak
7 – Almir Chediak, João Bosco e Gilberto Gil








JÁ AQUI NO PIAUÍ RESISTE MARLEIDE LINS


MARLEIDE LINS é escritora, pesquisadora e editora (Avant Garde Edições). Publicou sete livros de poemas e um de conto. Como editora publicou centenas de livros acadêmicos e literários, especialmente, as séries sobre patrimônio cultural, raça, etnia e gênero: “Identidades e diversidade cultural”, bilíngue, em parcerias com instituições brasileiras e estrangeiras, e a série “Letras da diversidade”.
Desenvolveu pesquisas na Itália e projetos editoriais e de pesquisa em parceria com instituições portuguesas, assim como, projetos literários em Moçambique e Cuba.
O songbook “Pedindo um Tom” e o CD homônimo, lançados pela cantora e compositora piauiense Fátima Castelo Branco, marcam um feito histórico: o primeiro songbook de uma compositora lançado no Estado do Piauí. A única cantora e compositora que tem sua obra eternizada em um SONG BOOK é Fátima Castelo Branco, pelo conjunto de sua belíssima obra, mas também pela força e vontade de potência da Produtora Fonográfica e poeta Marleide Lins.


Fátima conta com uma vasta discografia autoral, incluindo os álbuns “Bem Brasis” e “Bossas de Verão”, com obras que integram sua rica trajetória. Além de seu trabalho solo, a artista é uma das mais regravadas da região, com suas composições interpretadas por grandes nomes da música piauiense, como no álbum “Deusa Mãe”, cantado por Bebel Martins, produzido por Cláudia Simone, filha de Bebel Martins, e por Marleide Lins. M. Lins também produziu os CD’s “A QUINTESSÊNCIA” e “ANCESTRAL” de Cláudia Simone e que teve arranjos do Produtor Musical, Elládio Jardas que é piauiense, mas radicado em Sampa.






Em 2021 Cláudia Simone foi laureada em São Paulo, pelo Prêmio Grão de Música pelo conjunto de sua obra. Marleide Lins como produtora fonográfica assinou também CD”s de outras belas vozes como Soraia Castelo Branco, sobrinha de Fátima Castelo Branco e Dandinha.




A escritora e poeta Marleide Lins realmente marca a história da música e principalmente da literatura piauiense, através da Avant Gard Editora já que também lançou inúmeros livros no Piauí, pelo Brasil e no Exterior.











Salve, Marleide Lins! O mapa da nossa música e da nossa literatura tem a sua assinatura.